Grupos de Espiritualidade e Movimentos

Matriz Sagrada Família


GRUPOS

Os Grupos são formados por fiéis, que se reúnem de forma espontânea, porém sempre com a licença e orientação do Pároco ou Vigário paroquial e tendo como base a oração e a escuta da Palavra.  Os grupos reúnem-se para orar, para promover a justiça e a paz, para visitar doentes, etc. Quando um grupo cresce e amadurece, pode tornar-se uma Comunidade reconhecida pelo pároco (comunidade paroquial), pelo bispo (comunidade diocesana) ou até mesmo pelo Papa (comunidade católica).

Como exemplo mais eloquente de Grupos podemos citar os Grupos de Oração paroquiais.

MOVIMENTOS

Os movimentos nascem e se formam num contexto externo à igreja local, mas atuam dentro da Paróquia.

O que caracteriza um movimento católico é que a sua origem e estrutura parte geralmente de um fundador ou fundadora que dá as coordenadas para que esse movimento exista; regido muitas vezes por estatutos e normas e com um direcionamento na espiritualidade. Anteriores ao Concílio Vaticano II, esses movimentos eram denominados irmandades e confrarias, mesmo existindo algumas delas ainda hoje.

É uma ação dos leigos que pode envolver vários serviços ao mesmo tempo. Estão mais ligados à vida pessoal dos participantes e, em geral, seguem um carisma próprio, envolvendo mais ou menos as mesmas pessoas que vivenciaram um encontro, um retiro ou uma catequese.

Exemplos de movimento: Apostolado da Oração, Vicentinos, Legião de Maria, ECC (Encontro de Casais com Cristo), movimento da Mãe Rainha, Terço dos Homens, etc.  Os movimentos, assim como os grupos, também podem ter âmbito paroquial, diocesano ou universal (católico).

Os chamados Novos Movimentos da Igreja constituem fenômeno recente na história da Igreja Católica Apostólica Romana.

Entre eles, alguns dos mais conhecidos no Brasil são: Renovação Carismática Católica (RCC), Movimento dos Focolares, Encontro de Casais com Cristo (ECC), Cursilhos de Cristandade, Opus Dei, Comunhão e Libertação, Nova Aliança, Movimento de Schönstatt e Neo-Catecumenato.

Os Novos Movimentos são assim chamados por terem origem recente, isto quer dizer que alguns surgiram pouco antes do Concílio Vaticano II, mas a maioria lhe é posterior.

Em movimentos mais antigos, em especial naqueles como o Apostolado da Oração (AO) – do qual participavam/participam homens e mulheres – Ou na Pia União das Filhas de Maria (exclusivamente para mulheres não casadas), a autoridade do sacerdote era muito forte, chegando, no caso desta última, a ser praticamente exclusiva.

O fato novo que se coloca no caso dos Novos Movimentos é o destaque do leigo, já que neles o sacerdote desempenha papel de menor importância.  O sacerdote também participa, mas em muitos casos – se não na maioria – não mais como assessor, mas sim como membro do movimento que, em muitas situações, é fundado, organizado e dirigido por leigos.