Pastoral da Escuta

Matriz Sagrada Família


PASTORAL DA ESCUTA:  Serviço de acolhida e solidariedade!

Objetivo

Acolher o outro com o coração; escutando-o sobre suas dores, dificuldades e angústias; proporciona-lhe alívio.  Ao deixar que fale de suas inquietudes, a pessoa tem a oportunidade de elaborar seus pensamentos para buscar uma solução que está dentro dela, facilitando, assim, sua autonomia diante dos problemas, de tal modo que descubra por si o caminho a seguir.

Este é o objetivo do Serviço de Escuta: silenciar para que o outro desabafe e, assim, livre-se da carga emocional que o oprime, passando a ver com mais clareza a situação em que se encontra. O Serviço de Escuta é aberto a atender qualquer pessoa, independentemente de denominação religiosa.

Atenção !

Não é terapia, no sentido psicológico, nem confissão. Não se trata de um serviço de evangelização no intuito de pregar a Palavra, mas de agir como Jesus agia, no aspecto de escutar as pessoas. Ele as deixava falar, desabafar, como com os discípulos de Emaús (Lucas 24, 13-35). Nesse texto, Jesus vai ao encontro dos discípulos, com a disponibilidade para escutá-los, assim como o voluntário do Serviço de Escuta se coloca aberto e solícito às necessidades do outro.  O ato de escutar não deixa de ser um caminhar junto com aquele que precisa de um alento. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. Jesus pergunta gentilmente, com delicadeza, sobre o que acontecera, deixando os próprios discípulos falarem, com suas palavras, sobre o que os entristecia. Jesus não adota uma postura de superioridade, mesmo sabendo o que acontecera. Tal atitude também deve ter o voluntário que escuta: respeito, paciência e humildade diante de quem o procura, deixando-o falar o que deseja e necessita. Jesus teve uma atitude de escuta paciente e amorosa. Ele se ateve ao essencial, à compreensão daquilo que os machucava no momento. Isso também é o que procura proporcionar o Serviço de Escuta, à medida que o voluntário se esvazia de si para ouvir e poder compreender o outro. O Mestre demonstrou profundo respeito pela individualidade dos discípulos e seu ritmo de compreensão. Ele não os interrompeu para colocar suas impressões. Esperou que terminassem de falar, ouviu tudo, mesmo ciente de que eles não haviam entendido o significado dos acontecimentos. Escutando o que os machucava, Jesus dividia o peso, eliminando a dor. Na Escuta, essa atitude também é colocada em prática, deixando que a pessoa se expresse livremente para libertar-se de uma carga emocional que a oprime.   

 É em Jesus que os voluntários do Serviço de Escuta procuram se espelhar, acolhendo com o coração, escutando amorosamente, sendo transparentes e sinceros com aquelas pessoas que os vêm procurar, buscando um momento de alívio.

Não têm a pretensão de resolver os problemas das pessoas. Em um atendimento de cerca de 50 minutos é impossível conhecer a história e a vida de alguém, mas, com o simples ato de escutar com atenção, responsabilidade e sigilo no momento limite, em que, como diz o ditado, a “gota d´água transborda o cálice”, já estão ajudando e muito aqueles que os procuram para um momento de “desabafo”. Essa é uma certeza que deve aplacar, até certo ponto, a natural ansiedade dos voluntários.

Não se trata de terapia, no sentido psicológico, nem confissão (sacramento da reconciliação), nem orientação espiritual, nem aconselhamento. Desejamos apenas oferecer uma oportunidade para um desabafo.  Seu modo de pensar, sua crença e suas convicções serão respeitados.

IMPORTANTE: A privacidade e o sigilo sobre o que for conversado são totais.

ATENDIMENTO:

Segundas-feiras, das 14h00 às 17h00.


 



João T. Mariani e Elzira Armani - servidores da escuta