Coroinhas e Cerimoniários

Matriz Sagrada Família


Coroinha

Ser coroinha é estar a serviço: o serviço do altar e do próximo. Servir ao altar não é apenas ajudar o padre, transportar os objetos litúrgicos ou executar as funções que lhe são próprias. Servir ao altar é muito mais: é participar do Mistério Pascal de Cristo, ou seja, da Paixão-Morte-Ressureição de Cristo. Servir ao altar é estar aos pés da cruz, é contemplar o Cristo ressuscitado com os olhos da fé e viver alegremente o Evangelho.

Estar a serviço do próximo é estar pronto para a doação e a entrega, é ser amparo e consolo para os que necessitam, é saber amar e viver a caridade. A vida de Cristo foi dedicada a servir o próximo. Da mesma, forma o coroinha é chamado a servir como Cristo. No seu serviço o coroinha deve buscar sempre a alegria e a disposição, o contato fraterno e amigo, o respeito e a dedicação às coisas sagradas. O jovem deve demonstrar que vive sua fé, que observa os Mandamentos de Deus e que procura sempre ser justo e correto. Deve continuamente dar testemunho de que Cristo é o seu Senhor e Mestre.

Na vida do coroinha a oração é fundamental. É pela oração que o jovem aprende a se relacionar com Deus, a se tornar íntimo do Senhor. Na oração recebem-se as graças de Deus, o auxílio para os momentos difíceis e a força para superar o pecado e as falhas pessoais. Sem oração não se pode servir ao altar, pois como vamos estar com Cristo se não temos intimidade com Ele? É a oração que permite ao coroinha exercer o seu serviço ao próximo e ao altar de forma digna.

Ser coroinha é viver a Eucaristia, é viver Cristo em todos os momentos da vida. A Eucaristia é a fonte de todas as graças, é alimento que fortalece a alma e nos conduz ao Pai. Ao viver a Eucaristia, o coroinha vive o seu ministério de serviço com mais dignidade, dedicação, oração e amor e, assim, santifica-se e aproxima-se cada vez mais de Deus.

Na atualidade a nossa Matriz tem a participação ativa de 25 coroinhas, todos eles sob os cuidados do casal coordenador, Fernando e Márcia Borges.


 



Sempre é bom ouvir a tua voz, Senhor!


Instituição de coroinhas

Coroinhas e Acólitos: Ministérios Diferentes, Igual Dedicação

Embora seja muito comum em diversas paróquias a existência de grupos de coroinhas e grupo de acólitos, isto não pode ser considerado completamente real, considerando que há diferenças entre ambos os ministérios e tais diferenças, na prática paroquial, inexistem.

A Instrução Geral do Missal Romano define o acólito como um ministro instituído para o serviço do altar, assistindo o sacerdote e o diácono. Tendo como principais competências a preparação do altar e dos vasos sagrados além de, se necessária, a distribuição da Eucaristia aos fiéis, da qual é ministro extraordinário. Utilizando esta definição, nota-se uma função a mais, a de ministro extraordinário da Comunhão Eucarística. Assim sendo, os acólitos têm a competência de distribuir a Sagrada Eucaristia, competência esta que, via de regra, os coroinhas não possuem (cf. IMGR, §98).

Por regra, o acólito é homem, e em geral, um seminarista almejando o sacerdócio, embora o bispo diocesano possa designar qualquer leigo para o serviço. Portanto, ao invés de designar acólitos os coroinhas de maior idade e com mais experiência, convém denominá-los “cerimoniários”.

Na ausência de acólitos na celebração, podem ser delegados ministros leigos – os coroinhas – para auxiliar o sacerdote e o diácono no serviço do altar, levando a cruz, as velas, o turíbulo etc. (cf. IGMR, §100)

A palavra “coroinha” vem do latim pueri chori, “menino do coro”. Não há concordância sobre como o termo tornou-se a designação dos que servem ao altar. Acredita-se que seja em razão dos sacerdotes, em tempos mais remotos, chamarem os meninos do coro para ajudá-lo no serviço do altar. Há ainda aqueles que desconsideram o ministério dos coroinhas, unificando-o com o do acolitato. Apesar de parecidos os ministérios, ainda apresentam algumas diferenças.

O termo “coroinha” já pode ser considerado oficial, pois apareceu na instrução, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Redemptiones Sacramentum, publicado pela Santa Sé em 2004. Nesse documento, a Igreja considera louvável o costume de jovens e crianças realizarem um serviço junto ao altar, similar ao dos acólitos, e permite, ainda, que esse serviço seja realizado por meninas. (cf. RS, §47)

Conclui-se, portanto, que há diferenças entre o ministério dos coroinhas e dos acólitos. O serviço ao altar é dos acólitos, mas na impossibilidade de todas as paróquias terem quantidade suficiente desses ministros, são encarregados, praticamente com as mesmas designações, os coroinhas. Destes, ao longo dos séculos, têm surgido um número considerável de ministros consagrados.


 



levar tua cruz em nosso corações e apresentá-la em cada Eucaristia


Instituição de cerimoniários

O Cerimoniário

Muita confusão se faz com o título cerimoniário entre os servidores do altar. Muitos vêem este nome como um simples cargo de honra. Em alguns grupos, um cerimoniário é simplesmente um coroinha mais velho ou mais experiente. Em outros, nem experiente precisa ser. Esta confusão vem principalmente pela falta de conhecimento acerca das instruções litúrgicas sobre o tema ou da vaidade de alguns acólitos. Este artigo busca esclarecer quem verdadeiramente é o cerimoniário e qual o seu papel.

O QUE É O CERIMONIÁRIO

O cerimoniário é um ofício da Liturgia que exerce o papel de preparo e coordenação da Liturgia, garantindo seu decoro e ordem. É ele quem acerta tudo com os sacerdotes, ministros, acólitos, músicos, leitores, prepara as cerimônias, assiste ao celebrante nas funções e organiza todo o Rito.

Segundo o Cerimonial dos Bispos, em seu número 34:

O cerimoniário deve ser perfeito conhecedor da sagrada liturgia, sua história e natureza, suas leis e preceitos. Mas deve ao mesmo tempo ser versado em matéria pastoral, para saber como devem ser organizadas as celebrações, quer no sentido de fomentar a participação frutuosa do povo, quer no de promover o decoro das mesmas.

Procure que se observem as leis das celebrações sagradas, de acordo com o seu verdadeiro espírito, bem como as legítimas tradições da Igreja particular que forem de utilidade pastoral.

Deve, em tempo oportuno, combinar com os cantores, assistentes, ministros celebrantes tudo o que cada um tem a fazer e a dizer. Porém, dentro da própria celebração, deve agir com suma discrição, não fale sem necessidade; não ocupe o lugar dos diáconos ou dos assistentes, pondo-se ao lado do celebrante; tudo, numa palavra, execute com piedade, paciência e diligência.

O cerimoniário não é simplesmente “um acólito mais velho” ou “mais experiente” Apesar de em raras exceções poder desempenhar algum ofício de acólito, como incensar o celebrante na falta de diácono, o cerimoniário não exerce o papel de acólito na Missa. Um cerimoniário, portanto, não faz o ofício de turiferário, naveteiro, librífero, sino, ceroferário, etc. Seu trabalho na Missa é absolutamente diverso, como veremos a seguir.

É claro que a pessoa que serve como cerimoniário pode, em outras Missas, servir como simples acólito. No entanto, numa celebração ou se serve como cerimoniário, ou se serve como acólito.

O QUE FAZ O CERIMONIÁRIO?

Enquanto o servidor do altar executa, o cerimoniário planeja e zela para que saia tudo como deve ser, e a liturgia seja realmente o mais bem feita possível, para a maior Glória de Deus e a salvação das almas. Antes da celebração, ele acerta os detalhes com todos os membros que atuam na liturgia: Acólitos, Ministros, Cantores ou Coristas, Comentarista, Leitores, Diáconos, Sacerdote(s), Bispo(s) e mantém, durante a celebração, um estado de permanente vigilância para que tudo saia como o planejado e o correto. Poderíamos resumir o trabalho do cerimoniário a três P’s: Preparar, Prever e Precaver.

Podemos comparar o cerimoniário a um maestro de uma orquestra. Não é ele quem executa a peça, mas é por meio de seu cuidado que a obra sai de uma maneira perfeita. Sem o auxílio de um maestro, uma orquestra pode facilmente se perder. Do mesmo modo, sem a presença de um cerimoniário, uma liturgia complexa pode ter muitas falhas.

SEGUNDO CONSTA NO CERIMONIAL DOS BISPOS:

O mestre de cerimônias apresenta-se revestido de alva ou veste talar e sobrepeliz. No caso de estar investido na ordem de diácono, pode, dentro da celebração, vestir a dalmática e as restantes vestes próprias da sua ordem.

O costume é batina preta e sobrepeliz. Em muitos lugares, porém, imitando as celebrações pontifícias, os cerimoniários tem começado a usar a batina violácea. Isto não é correto, exceto para cerimoniários pontifícios e monsenhores que exerçam o ofício de cerimoniários – já que a cor da batina muda de acordo com o grau do ministro que a veste, e monsenhores usam batina violácea.

Na atualidade a nossa Matriz tem a participação ativa de 16 cerimoniários, todos eles sob os cuidados do seu coordenador, Thiago Alves.


 



Nossas preces se elevam como incenso, e a tua ternura acaricia nosso coração!

Formacao-para-coroinhas-A12.com.pdf Formacao-para-coroinhas-A12.com